Obesidade infantil

30
Mai

Obesidade infantil

Atenção! Os fofinhos de hoje podem ser os obesos de amanhã...

Bochechas redondas, braços e pernas roliços e cheios de dobrinhas. Dá até vontade de apertar! As crianças são seres adoráveis, isso é inquestionável! Costumam ser muito fofinhas! Entretanto, do ponto de vista médico e nutricional todo esse excesso de fofura pode não ser tão saudável assim. A classificação para essas crianças pode ser outra: excesso de peso e saúde em risco.

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2008/2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a obesidade entre crianças e adolescentes apresenta índices crescentes a cada ano. O estudo revelou que uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado. Nessa faixa etária, o Índice de Massa Corporal (IMC) deve ficar entre 13 e 17. Ainda de acordo com a POF, os jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passaram de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009.

Esses dados revelam, além dos descontroles alimentares e nutricionais dos pais e cuidadores de tais crianças, a crença de que meninos gordinhos são saudáveis ou a convicção de que “quando crescerem emagrecerão”. Mas infelizmente as coisas não são bem assim, excesso de peso não desaparece num passe de mágica. As crianças crescem em meio aos biscoitos recheados, frituras, lanches hipercalóricos, refrigerantes, balas, doces, sorvetes e uma série de outras guloseimas, o que certamente causará sérios problemas na aceitação e adaptação a uma alimentação mais saudável no futuro. Além disso, existe a questão metabólica que envolve o ganho de peso, condição que dificulta ainda mais o processo de educação alimentar.

Outro ponto importante a ser destacado é o fato de que mesmo estando obesas, essas crianças, em muitas vezes, apresentam carências nutricionais. Não consomem as quantidades adequadas dos nutrientes essenciais e exageram no consumo de sal, açúcar simples, gorduras saturadas, corantes e condimentos industrializados.

Diante de tal contexto, a recomendação, apesar de muitas vezes não praticada, é bem conhecida: alimentação balanceada, rica em frutas e verduras e a prática de exercícios físicos regulares. Os pais devem ficar sempre atentos ao desenvolvimento de seus filhos e, apesar de difícil, precisam saber identificar se estes passaram da categoria de fofinhos para obesos. A ideia do controle da alimentação dos filhos pode não ser fácil, mas pode se fazer necessária, cabendo a um profissional capacitado avaliar a gravidade do caso.

Adriana Lopes Peixoto – Coordenadora de Marketing e Vendas da A.S.Sistemas

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